Para reforçar sua posição privilegiada na arena da economia verde, é preciso que os diferenciais e vantagens competitivas do Brasil se traduzam em ganhos reais e que a opção por fontes limpas seja prioritária.
O Brasil conta com ampla vantagem em relação às demais nações do mundo que buscam encontrar caminhos para a descarbonização de suas economias. Mas, para manter a dianteira e reforçar sua posição privilegiada na arena da transição energética, é preciso que os diferenciais e vantagens competitivas do país se traduzam em ganhos reais.
A visão é compartilhada por especialistas que participaram do evento “COP30 – Amazônia, transição energética e mercado de carbono”, promovido pelos jornais Valor e “O Globo” e pela rádio CBN em 18 de junho, no Rio. O projeto prevê a realização de eventos, publicação de reportagens especiais e uma série de conteúdos relacionados à conferência do clima que acontecerá em Belém, em novembro.
No país, avançam projetos de produção de biogás e biometano, diesel verde e de combustível sustentável de aviação. Fontes renováveis se consolidam como motores de diferentes setores e atividades da economia. A fruticultura irrigada em Pernambuco e na Bahia, por exemplo, ilustra um novo perfil socioeconômico do semiárido nordestino com o uso intensivo de energia solar.
Mas, no palco da COP30, a Amazônia, os fósseis ainda são a única fonte de energia disponível para algumas comunidades. Há 1 milhão de habitantes sem acesso a qualquer serviço público de energia, dependentes de geradores a diesel ou gasolina. Como anfitrião da COP30, o país sofre forte pressão para defender um plano de eliminação dos combustíveis fósseis na conferência de Belém. Uma missão repleta de desafios.
Conteúdo e Imagem por Valor Econômico.
https://valor.globo.com/brasil/cop30-amazonia/noticia/2025/06/30/os-desafios-da-transicao-energetica.ghtml




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