Brasil não precisa mais de subsídios no setor energético, diz CEO da Vestas


Com condições naturais favoráveis e tecnologia madura, setor eólico brasileiro alcança competitividade. Desafios incluem desequilíbrios na rede e incentivos à geração distribuída.

O Brasil possui um dos melhores ventos do mundo para geração de energia eólica, com características constantes e baixa turbulência, destaca Eduardo Ricotta, CEO da Vestas na América Latina. O país conta com uma matriz energética predominantemente renovável, com cerca de 89% da energia proveniente de fontes como sol, água e vento.

A indústria eólica brasileira enfrenta atualmente desafios significativos. Entre 2022 e 2023, o alto volume de chuvas manteve os reservatórios das hidrelétricas próximos à capacidade máxima, causando queda nos preços da energia e postergação de investimentos por aproximadamente 18 meses.

Desequilíbrios no setor

O crescimento acelerado da GD (geração distribuída) tem criado desequilíbrios no setor. Os elevados subsídios para instalações solares de pequeno porte resultaram em uma competição artificial no mercado. Em 2020, os subsídios para GD somavam R$ 449 milhões, valor que saltou para R$ 12 bilhões em 2024.

O fenômeno conhecido como “curtailment“, quando geradores são forçados a interromper a produção por limitações da rede, tem causado prejuízos bilionários ao setor. O impacto desse problema é amplificado pelo descasamento entre a capacidade de geração e a infraestrutura de transmissão, especialmente no escoamento de energia do Nordeste para o Sudeste.

Ricotta enfatiza que o setor eólico atingiu maturidade e não necessita mais de subsídios. A prioridade atual deve ser estabelecer condições isonômicas entre as diferentes fontes de energia e promover a abertura do mercado, permitindo maior empoderamento dos consumidores e redução nas tarifas.

Conteúdo e imagem por CNN Brasil.
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/brasil-nao-precisa-mais-de-subsidios-no-setor-energetico-diz-ceo-da-vestas/

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